Plano de Gestão · 2026–2030
Uma gestão construída no diálogo, com protocolos claros, transparência de verdade e o compromisso de que nenhum estudante fique para trás.
O Prof. Sérgio Vitor dedicou quase toda a sua vida profissional ao serviço público, sempre em espaços de formação e escuta.
Formado em Pedagogia pela UERJ, trabalhou como Orientador Educacional no município de Mesquita e contribuiu para a formação de muitos jovens na FAETEC. Atuou também durante anos no Consórcio CEDERJ, na formação de pedagogos e pedagogas de todo o estado.
É Professor do Colégio Pedro II desde 2007. Está no Campus Realengo I desde a fase final de sua implantação, em 2011, e coordena a disciplina de Informática Educativa desde 2014 — uma trajetória construída dentro da própria comunidade que hoje pretende gerir.
O Campus Realengo I integra a tradição de ensino público, gratuito e de excelência do Colégio Pedro II — instituição federal fundada em 1837 — e representa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um compromisso concreto com a democratização do acesso à educação de qualidade.
Reconhecer a história, a força e os desafios da comunidade de Realengo é parte essencial de uma gestão que se propõe verdadeiramente participativa.
"Este é um documento vivo, aberto a toda comunidade escolar durante todo o processo eleitoral e ao longo da gestão."
Os eixos reúnem temas com conexão entre si, para que cada leitor encontre com clareza o que se propõe para cada frente de trabalho do Campus. Toque em cada eixo para abrir o diagnóstico e as ações propostas.
A gestão escolar eficiente depende da confiança mútua entre todas as pessoas que constroem o cotidiano do Campus. Este eixo assume o diálogo como método de trabalho, organiza os espaços coletivos de decisão e compromete a liderança com presença e corresponsabilidade.
Diagnóstico: equipes pedagógica e técnico-administrativa atuaram historicamente de forma segmentada, gerando desconhecimento mútuo sobre atribuições, prazos e desafios de cada área.
Diagnóstico: conflitos cotidianos sem canal de escuta tendem a se acumular e se transformar em posturas defensivas e polarizações que desgastam o ambiente de trabalho.
Diagnóstico: decisões tomadas sem discussão em espaços coletivos formais perdem legitimidade e representatividade perante a comunidade escolar.
Diagnóstico: a ausência física da Direção Geral fragiliza a credibilidade das decisões e deixa setores desamparados diante de conflitos que exigem respaldo institucional.
Diagnóstico: decisões unilaterais desautorizam o trabalho coletivo das equipes de coordenação e enfraquecem a própria gestão democrática.
Diagnóstico: o funcionamento da gestão é hoje percebido por muitos servidores como uma "caixa preta", o que afasta o interesse por papéis de liderança e transforma transições eleitorais em potenciais crises.
Quando a relação entre escola, famílias e território se estabelece apenas em momentos de crise, cria-se uma dinâmica de desconfiança mútua. Este eixo trata famílias e comunidade como parceiras colaborativas do processo educativo.
Diagnóstico: as equipes de coordenação raramente são convidadas para as reuniões com pais e mães representantes, gerando falha de comunicação e a falsa impressão de desinteresse.
Diagnóstico: sem canais estruturados, informações relevantes não chegam de forma equânime a toda a comunidade escolar.
Diagnóstico: reconhecer a história e os vínculos do Campus com seu entorno fortalece o senso de pertencimento e amplia as redes de apoio.
A vocação do Colégio Pedro II é a educação pública de excelência para todos. Este eixo reúne planejamento de inclusão, proteção integral, equidade e assistência estudantil como partes de um mesmo compromisso: nenhum estudante deve ficar para trás.
Diagnóstico: decisões de inclusão tomadas somente quando um caso já chegou à escola geram improviso e sobrecarga das equipes.
Diagnóstico: sem adequação física e capacitação alinhada, a inclusão se torna responsabilidade isolada de poucos profissionais.
Diagnóstico: setores vitais de apoio ao(à) estudante sofrem com déficit de pessoal, comprometendo o atendimento e sobrecarregando a linha de frente.
Diagnóstico: equidade racial, de gênero e proteção integral não são temas implícitos, mas compromissos ativos de gestão.
Diagnóstico: a permanência escolar com qualidade depende de uma rede de apoio que enxergue o estudante de forma integral, para além do desempenho acadêmico.
Protocolos claros não engessam o trabalho pedagógico, eles o protegem do improviso. Este eixo organiza transições entre etapas, fluxos institucionais e o apoio à coordenação pedagógica e ao SEORE.
Diagnóstico: a ausência de protocolos claros faz com que problemas recorrentes sejam resolvidos no improviso, gerando tratamento desigual entre situações semelhantes.
Diagnóstico: peça-chave da vida escolar, sem apoio institucional a coordenação pedagógica se torna função desgastante e pouco procurada.
Diagnóstico: o Setor de Organização Escolar enfrenta déficit de pessoal, gerando sobrecarga e alto desgaste para quem atua na linha de frente do Campus.
Para além da sala de aula, o Campus se fortalece como espaço de memória, pesquisa, criação e leitura — dimensões que ampliam o repertório de estudantes e servidores e conectam o Realengo I à sua própria história.
Diagnóstico: um Campus que preserva sua própria história fortalece identidade e pertencimento entre gerações de estudantes e servidores.
Diagnóstico: a participação em olimpíadas científicas estimula o protagonismo estudantil, mas hoje depende do esforço isolado de poucos docentes.
Diagnóstico: espaços de criação prática e produção audiovisual ampliam as linguagens de aprendizagem para além do currículo tradicional.
Diagnóstico: a formação leitora é base para todas as demais aprendizagens e merece espaço institucional contínuo, não apenas pontual.
Transparência é condição para planejamento. Este eixo garante que toda comunidade escolar compreenda os limites orçamentários do Campus e acompanhe, com clareza, a gestão do patrimônio e dos recursos.
Diagnóstico: a comunidade escolar nem sempre consegue distinguir recursos disponíveis, despesas comprometidas e limites de atuação do Campus.
Diagnóstico: a conservação dos espaços exige planejamento contínuo e articulação com a Reitoria, reduzindo a lógica de intervenções apenas emergenciais.
Diagnóstico: o desconhecimento sobre etapas, prazos e o Plano de Contratações Compartilhadas dificulta a apresentação antecipada das necessidades dos setores.
Diagnóstico: a manutenção predial exige critérios claros de prioridade, acompanhamento e planejamento preventivo.
Diagnóstico: o desconhecimento sobre procedimentos e prazos gera retrabalho, atrasos e dependência de orientações informais.
Diagnóstico: a gestão e fiscalização de contratos ainda são percebidas como responsabilidade exclusiva de poucos servidores.
Diagnóstico: o desafio é consolidar os avanços do Setor de Almoxarifado e Patrimônio (SAP) e ampliar a compreensão da comunidade sobre os controles necessários.
Reconhecimento e regras claras são condições de gestão, não gestos ocasionais. Este eixo trata a carreira, o desempenho e o bem-estar dos servidores como uma política contínua, alinhada à Lei nº 8.112/1990.
Diagnóstico: regras pouco claras para distribuição de funções geram desconfiança e sensação de tratamento desigual.
Diagnóstico: o PGD é uma ferramenta de eficiência, mas seu potencial depende de transparência nas regras — sem isso, gera desconfiança em vez de engajamento.
Diagnóstico: a valorização profissional passa por diálogo institucional permanente e por oportunidades reais de formação continuada.
Diagnóstico: um clima organizacional adoecido compromete a qualidade do trabalho de toda a escola.
Transparência com prazo e instrumento definidos — para servidores, famílias e toda a comunidade escolar.
Este documento nasce aberto e seguirá sendo construído com a participação de servidores, discentes e famílias, nos espaços de debate do processo eleitoral e da futura gestão. É o primeiro passo de uma longa trajetória de diálogo e colaboração.